domingo, 5 de abril de 2009

Citroën DS
O carro mais bonito de todos os tempos.



Assim que foi lançado, em 1955, o Citroën DS foi visto como a grande sensação do meio automotivo. Mais de 50 anos depois, a originalidade e beleza de suas linhas continuam marcantes − e foram decisivas para dar ao DS o título de carro mais bonito de todos os tempos, de acordo com uma votação promovida pela revista britânica Classic & Sports Car.

A votação elegeu os dez carros mais bonitos da história. O júri foi composto por 20 designers de carros premiados − nomes como Giorgetto Giugiaro, responsável por projetos importantes de diversas marcas, entre elas Maserati, Fiat e Volkswagen; Ian Callum, diretor de design da Jaguar; Peter Stevens, responsável pela McLaren F1; e Marcello Gandini, designer de carros como o Lancia Stratos e o Lamborghini Countach.
O design belíssimo do DS vem de uma perfeita união entre o estilista e escultor Flaminio Bertoni e o engenheiro André Lefévre. Com esses dois talentos, surgiu um carro com design e aerodinâmica vivendo em completa sintonia.
Mas o DS não é fantástico somente em seu exterior. Ele também superou todos os padrões automotivos vigentes na época, inovando na suspensão, comportamento aerodinâmico, frenagem e direção. Sua herança ao mundo automotivo pode ser sentida até os dias de hoje: se os veículos de hoje em dia freiam bem, se comportam de maneira perfeita na estrada e não deixam a desejar em matéria de conforto, é em grande parte porque, em meados da década de 1950, a Citroën lançou o DS.

Em seu currículo, o DS foi carro oficial de ministros, prefeitos e, principalmente, do General Charles De Gaulle, que deixava explícito seu enorme apreço pelo veículo. Também aparecem vitórias nas principais provas de rali, como o Rali de Mônaco, a Volta de Córsega e a Prova Liége-Sofia-Liége, mostrando um ótimo desempenho em todos os tipos de terreno. Com isso, a Citroën inventou o profissionalismo nas competições automotivas.
Sua história cheia de inovações só podia ter como resultado o título da Classic & Sports, desbancando marcas como Jaguar, Ferrari e Lamborghini e mostrando que o Citroën DS vai sempre continuar surpreendendo.

segunda-feira, 23 de março de 2009


Fusca - 50 Anos
A Exposição “Fusca – 50 anos de Brasil” reunirá colecionadores, artistas plásticos, jornalistas e amantes do Fusca, em São Paulo.
A Volkswagen do Brasil comemora os cinquenta anos do Fusca no Brasil com a exposição “Fusca – 50 anos de Brasil” e o lançamento de selo e carimbo alusivo à data. A solenidade acontece hoje, dia 18 de fevereiro, na Volkswagen Haus, showroom da marca em São Paulo. Além da cerimônia de lançamento do selo e do carimbo dos 50 anos do Fusca brasileiro, os convidados terão a oportunidade de apreciar modelos que marcaram época, como os veículos de 1959, 1965, 1974 e 1986.

O primeiro Fusca, na época chamado de “Volkswagen de Passageiros”, saiu da linha de montagem da Fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo no dia 3 de janeiro de 1959. De 1950 até 1996, último ano de produção do modelo, foram vendidas 3,1 milhões de unidades do automóvel.

O Fusca inspirou a criação de outros modelos, como a Brasília, apresentada em 1973 como uma opção mais sofisticada ao "besouro"; o SP2, projeto integralmente desenvolvido no Brasil e que primava pelas formas arrojadas; e o VW-1600 com quatro portas, popularmente conhecido como "Zé do Caixão", devido à disposição das maçanetas nas quatro portas.

Ícone da índustria automobilística brasileira, o Fusca foi homenageado com um dia oficial em comemoração ao modelo. Dia 20 de janeiro é o Dia Nacional do Fusca, instituído pela Volkswagen em conjunto pelo então Sedan Clube, no final dos anos 80, em homenagem aos fãs do automóvel, que costumavam se reunir com seus Fuscas para contar histórias sobre o modelo. Em 1996 a Prefeitura Municipal de São Paulo oficializou o dia 20 de janeiro como Dia Municipal do Fusca, instituído pela Lei Municipal nº 12.202/96.

Primeiros tempos

A partir de 1953, os primeiros Fuscas foram montados em um galpão alugado pela Volkswagen no bairro do Ipiranga, em São Paulo (SP). O Fusca já era montado no Brasil desde 1951, mas pela empresa Brasmotor. Os carros eram importados da Alemanha e montados no sistema CKD (Completely-Knocked-Down, ou completamente desmontados). Em 1959, a produção do modelo foi iniciada na fábrica da Anchieta de onde saíram as primeiras unidades do Fusca brasileiro.

Nas décadas seguintes, o carro assumiu a liderança entre os veículos de passeio e continuou a ser fabricado até 1986, quando foi aposentado pela primeira vez. Sete anos depois, o então presidente da república, Itamar Franco, solicitou à Volkswagen que o Fusca voltasse a ser produzido. O “segundo mandato” do modelo durou até junho de 1996, quando o Fusca se despediu. O modelo permaneceu na liderança de vendas do mercado por 24 anos consecutivos (1959 até 1982).

quarta-feira, 18 de março de 2009


Museus de carros antigos
Colecionadores e apaixonados por carros antigos ganham espaço em todo o Brasil.

E também nesse caso a referência é o incremento na produção nacional. Antes disso, carro novo era coisa de ricos, que podiam pagar pelos importados. A alternativa para quem tinha menos dinheiro era comprar um carro usado e conservá-lo até acabar. Carro antigo, portanto, não era luxo de coleção, era alternativa de transporte cotidiano. Como acontece hoje em Cuba, onde a população remenda carros produzidos há meio século. Quando a indústria automobilística brasileira atingiu grande escala, nos anos 50 e 60, os carros antigos nacionais e importados foram liberados para os colecionadores.

O primeiro museu de carros antigos no Brasil foi aberto pelo engenheiro paulista Roberto Lee, nos anos 70. Ele começou expondo sua coleção num galpão industrial, na cidade de São Paulo. Depois levou o acervo,que chegou a reunir 150 carros, para sua fazenda em Caçapava, às margens da rodovia Presidente Dutra. Lee era o líder dos colecionadores brasileiros, cabia a ele organizar encontros nacionais, que foram suspensos por vários anos depois de sua morte, em 1975. O museu ficou aberto mais alguns anos, até o início da década de 80, mas acabou fechado pela família. A herança de Lee inclui um Tucker, carro revolucionário lançado em 1948, por Preston Tucker (1903-1956).Trouxe inovações de segurança que mais tarde se tornaram padrão: cinto de segurança e painel estofado e sem protuberâncias. Apesar das qualidades do produto, a fábrica foi sufocada pela concorrência e faliu depois de produzir somente 51 veículos. Apenas dois estão fora dos Estados Unidos hoje: um no Japão e outro em Caçapava, hoje escondido do público.
Lee relacionava-se com alguns dos maiores colecionadores da Europa e dos Estados Unidos, onde o hábito de conservar carros antigos começou há muito tempo. Nos Estados Unidos, o diplomata e empresário Larz Anderson e sua esposa, começaram a juntar carros em 1998. Hoje a coleção virou um museu na antiga casa dos dois, na cidade de Brookline, no estado de Massachusetts. Na Europa, os grandes nomes entre os colecionadores foram o francês Henri Malarte e o belga Ghislain Mahy. Malarte começou sua coleção em 1931 com um Rochet Shneider de 1898. Em 1959, ele comprou um castelo e criou o primeiro museu francês do gênero, que funciona até hoje, com acervo de 120 carros e 53 motocicletas. O legado de Mahy é bem maior: mil automóveis, dos quais 450 estão em exposição no Centre Mondial de l ´Automobile, em Bruxelas.

Estima-se hoje em dia que o número de brasileiros colecionadores, seja de 40 mil em todo o país e esse número tem influenciado diretamente na abertura de novos museus. Em Brasília, por exemplo, até pouco tempo, o único vínculo histórico da cidade com a roda era um discreto monumento no estacionamento do Memorial JK: o Galaxie bordô do presidente, parado numa vaga, com uma cobertura de concreto e paredes de vidro. Entre colecionadores de automóveis antigos do país, Brasília é conhecida pela abundância de exemplares nacionais. Neste ano, o primeiro museu foi inaugurado, o Museu do Automóvel de Brasília, depois de nove anos de esforços para transformar em museu um galpão ao lado do Memorial JK. Num espaço de mil metros quadrados estão expostos 60 automóveis, com destaque, como exige a cidade, para os modelos nacionais.
A novidade de Brasília é algo que vem se repetindo em várias cidades brasileiras.Nos últimos quatro anos, quatro museus foram inaugurados no Brasil. Cada vez mais as coleções particulares de carros antigos são levadas para espaços permanentes de exposição. Canela, na região serrana do Rio Grande do Sul, tem desde 2001 um prédio especialmente construído para abrigar 40 automóveis produzidos dos anos 20 aos anos 70, o Museu do Automóvel Anos Dourados. Também no Rio Grande do Sul, em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, está a maior coleção pública de carros antigos do Brasil: o ULBRA (Museu de Tecnologia da Universidade Luterana do Brasil), com 270 carros utilitários e motos.

Com cerca de 60 carros das décadas de 10 a 50, algumas carruagens e diligências, motos e bicicletas o Museu do Automóvel de São Paulo é um espaço reservado que conta, na prática, a história do automóvel e serve de inspiração para aqueles que apreciam e querem conhecer mais sobre automóveis antigos, o espaço é uma autêntica máquina do tempo. No bairro da Mooca, também em São Paulo, está o charmoso Vilarejo São Paulo, que abriga, em média, 62 veículos antigos. Apesar de pequeno- são apenas 500 metros quadrados - o novo espaço cultural paulistano ganhou decoração especial, que garante sensação de nostalgia até para os mais modernos.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pebble Beach


O mais importante concurso do mundo recebeu mais de 200 carros, todos premiados.

Os principais colecionadores de automóveis clássicos do globo em uma região que reúne charme e elegância. Relíquias restauradas impecavelmente concorrendo entre si para disputar qual é a mais exclusiva. Esse é o cenário encontrado na Costa de Monterey, na Califórnia, Estados Unidos, durante o Pebble Beach Concours d´Elegance.

O mais conceituado concurso de elegância do mundo chega a sua 58ª edição com mais de 200 carros premiados de mais de 12 países, que foram julgados em 24 categorias.

“Para participar deste evento o carro deve ter um elevado nível de elegância, graça e um estilo único, que só os modelos exclusivos podem oferecer”, afirmou a presidente do concurso, Sandra Kasky Button. “Só os mais bonitos e raros são convidados”, completa Sandra.

O modelo considerado “O melhor da Amostra” foi um Alfa Romeo 8C 2900B Touring Berlinetta de 1938 do presidente e chefe de operações corporativas da Microsoft, Jon Shirley.

O 8C 2900B foi o mais prestigiado Touring da década de 30. Nesse modelo foram fabricadas apenas 33 unidades para uso em estrada, entretanto este é o único com essa carroceria Berlinetta. O modelo premiado foi muito usado nos comerciais da marca Alfa Romeo pelo mundo.

O concurso ainda comemorou os 100 anos da Lancia.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Logomarcas


Os emblemas dos fabricantes de automóveis são mais do que simples símbolos de identificação das marcas. A maioria deles traz embutidos diversos aspectos da história da marca, capazes de aguçar a curiosidade dos aficionados por carros.

Os logotipos acompanham o surgimento das primeiras fábricas de automóveis, no final do século passado. Como escuderias, agremiações esportivas e outras associações, os primeiros fabricantes de automóveis não dispensavam um símbolo de identificação do modelo, seguindo uma tradição surgida na Idade Média, como os brasões nobiliárquicos. Veja o significado dos que mais ficaram marcados na história do automóvel:

Audi - As quatro argolas unidas representam as marcas alemãs que formaram a Auto Union, fundada em 1947. São elas: Horch, Audi, Wanderer e DKW. No dia 1º de janeiro de 1985, a Auto Union passou a se chamar Audi AG, com sede empresarial em Nekarsulm, na Alemanha.

Alfa Romeo - O símbolo é composto pela bandeira com a cruz vermelha (brasão da cidade de Milão) e pela serpente devorando um homem (símbolo da família real milanesa). O nome do fabricante italiano, fundado em 1910, é a combinação da sigla A.L.F.A (Anonima Lombarda Fabbrica Automobili) com o sobrenome do engenheiro Nicola Romeo, fundador da marca.

BMW - Representa uma hélice de avião, nas cores azul e preta. Foi criada depois que os irmãos Karl Rath e Gustav Otto conseguiram permissão do governo alemão para produzir motores de avião, em 1917. O primeiro carro a ter o símbolo da marca alemã foi o modelo Dixi 3/15, de 1928. BMW é a abreviatura de 'Fábrica de Motores da Bavária' (Bayerische Motoren Werk).

Chevrolet - Diz a lenda que o logotipo em forma de gravata borboleta foi baseado na ilustração do papel de parede de um hotel em Paris onde um dos fundadores da marca, William Durant, teria se hospedado, em 1908. Durant guardou a amostra na carteira para usá-la como símbolo da marca de automóvel que fundou em parceria com o piloto Louis Chevrolet.

Chrysler - A antiga estrela de cinco pontas, formada a partir de um pentágono com cinco triângulos, representa a precisão da engenharia. O logo atual é um escudo com asas, que já havia sido foi adotado entre as décadas de 30 e 50.

Citroën - Os dois 'V' invertidos, conhecidos na França como 'Deux Chevron', simbolizam a engrenagem bi-helicoidal criada pelo engenheiro Andre Citroën, fundador da marca francesa.

Dodge - O búfalo simboliza a cidade de Dodge, localizada no estado de Kansas (EUA), no oeste norte-americano.

Ferrari - O cavalo preto empinado sobre o fundo amarelo era usado no avião de Francesco Barraca, piloto de caça italiano morto na Primeira Guerra Mundial. A pedido da mãe de Barraca, o comendador Enzo Ferrari passou a adotar o emblema em seus carros a partir de 1923.

Fiat - A sigla em letras brancas sobre fundo azul significa Fábrica Italiana de Automóveis de Turim. (no Brasil significa: Fui Inganado Agora é Tarde, isso em referência aos nosso piloto da Fórmula 1, marca proprietária da Ferrari)

Ford - O símbolo oval com a assinatura de Henry Ford permanece quase inalterado desde a fundação da empresa, em 1903. Hoje ele inspira o desenho das grades dos carros da marca.

Jeep - Marca norte-americana cuja origem vem da pronúncia, em inglês, da sigla G.P. (General Purpose), utilizada para identificar os modelos destinados a vários tipo de uso.

Lamborghini - O touro que aparece no símbolo dos esportivos italianos é uma homenagem do fundador da marca, Ferruccio Lamborghini, às lutas de touro, pelas quais era fanático. Tanto que os carros da marca (Diablo e Murciélago) têm nomes de touros famosos.

Maserati - O logotipo da marca italiana representa o tridente de Netuno, símbolo da cidade de Bolonha. A fábrica foi fundada em 1919 pelos irmãos Carlo, Bindo, Alfieri, Ettore e Ernesto Maserati.

Mercedes-Benz - A estrela de três pontas representa a fabricação de motores para uso na terra, água e mar. Surgiu depois que Gottlieb Daimler enviou cartão postal para sua mulher, dizendo que a estrela impressa no cartão iria brilhar sobre sua obra.

Mitsubishi - Um diamante de três pontas que remete à resistência e preciosidade. O símbolo veio do nome da marca: 'Mitsu' significa três em japonês; 'Bishi', diamante.

Nissan - A moldura azul (cor do céu e do sucesso na cultura japonesa) e um círculo vermelho ao fundo (que representam a luz do sol e a sinceridade) remetem ao provérbio 'sinceridade leva ao sucesso'. Nissan significa 'indústria japonesa'.

Peugeot - O leão estilizado, que representa a 'qualidade superior da marca' e homenageia a cidade de Lion (França), é usado desde 1919. Desde então, o logotipo sofreu sete modificações.

Porsche - São dois brasões sobrepostos - o da região de Baden-Württemberg e o da cidade de Stutgartt (o cavalo empinado), sede da marca alemã. A marca adotou o símbolo a partir de 1949.

Quadrifoglio - O trevo de quatro folhas dos esportivos da Alfa Romeo é o amuleto usado pelo piloto Ugo Sivocci, considerado herói da marca depois de ter morrido em um acidente, em 1923, no circuito de Monza (Itália). A partir daquele ano, todos os carros de corrida passaram a ter esse logotipo na carroceria.

Renault - O losango parecido com um diamante foi adotado em 1925, para sugerir sofisticação e prestígio. Desde então, teve quatro mudanças de visual. O primeiro símbolo, de 1898, eram dois 'R', em homenagem aos irmãos Louis e Marcel Renault, fundadores da marca francesa.

Rolls Royce - Os dois 'R' do logotipo eram estampados em vermelho. Com a morte de seus dois fundadores, Charles Rolls (1910) e Frederick Royce (1933), as letras passaram a ser grafadas em preto, em sinal de luto.

Saab - Uma das marcas sob controle da GM, a sueca Saab começou a fabricar aviões em 1938. O nome vem de Svenska Aeroplan Akteebolaget. A produção de automóveis começou em 1959. O logotipo circular tem um animal mitológico com cabeça de águia e garras de leão, símbolo da vigilância. O azul de fundo é a cor da marinha.

Subaru - Na língua japonesa, Subaru significa 'plêiade' (conjunto de estrelas). Isso explica a constelação adotada como logotipo da marca.

Volvo - O polêmico logotipo da marca sueca (que hoje é controlada pela Ford) é o símbolo da masculinidade. Por esse motivo já foi muito contestado por movimentos feministas na Europa.

História



O primeiro veículo motorizado a ser produzido com propósito comercial foi um carro com apenas três rodas. Este foi produzido, em 1885, pelo alemão Karl Benz e possuía um motor a gasolina. Depois foram surgindo outros modelos, vários deles com motores de dois tempos, inventado, no ano de 1884, por Gottlieb Daimbler.

Algum tempo depois, uma empresa francesa, chamada Panhard et Levassor, iniciou sua própria produção e venda de veículos. Em 1892, Henry Ford produziu seu primeiro Ford na América do Norte.

Os ingleses demoraram um pouco mais em relação aos outros países europeus devido à lei da bandeira vermelha (1862). Esta impunha aos veículos transitar somente com uma pessoa em sua frente, segurando uma bandeira vermelha como sinal de aviso. O Lanchester foi o primeiro carro inglês, e, logo após dele, vieram outros como: Subean, Swift, Humber, Riley, Singer, Lagonda, etc.

No ano de 1904, surgiu o primeiro Rolls Royce com um radiador que não passaria por nenhuma transformação. A Europa seguiu com sua frota de carros: na França (De Dion Bouton, Berliet, Rapid), na Itália (Fiat, Alfa-Romeo), na Alemanha (Mercedes-Benz), já a Suíça e a Espanha partiram para uma linha mais potente e luxuosa: o Hispano-Suiza.

Após a Primeira Guerra Mundial, os fabricantes partiram para uma linha de produção mais barata, os automóveis aqui seriam mais compactos e fabricados em séries. Tanto Henry Ford, nos Estados Unidos da América, quanto Willian Morris, na Inglaterra, produziram modelos como: o Ford, o Morris e o Austin. Estes, tiveram uma saída impressionante das fábricas. Impressionados com o resultado, logo outras fábricas começaram a produzir veículos da mesma forma, ou seja, em série.

No caso do Brasil e também em outros países da América Latina, esta evolução automotora chegou somente após a Segunda Guerra Mundial. Já na década de 30, fábricas estrangeiras, como a Ford e a General Motors, colocaram suas linhas de montagem no país. Porém, foi somente em 1956, durante o governo de Juscelino Kubitschek que as multinacionais automotivas começaram a montar os automóveis. Primeiramente fabricaram caminhões, camionetas, jipes, furgões e, finalmente, carros de passeio. Esta indústria foi iniciada pela Fábrica Nacional de Motores, que era responsável pela produção de caminhões pesados. Posteriormente vieram: automóvel JK com estilo Alfa-Romeo, Harvester, Mercedes-Benz do Brasil com seus caminhões e ônibus, a Scania-Vabis e a Toyota.

Logo depois, carros de passeio e camionetas começaram a ser fabricados: Volkswagem, DKW-Vemag, Willys-Overland, Simca, Galaxie, Corcel (da Ford), Opala (da Chevrolet), Esplanada, Regente e Dart (da Chrysler). Todos estes veículos, embora montados no Brasil, eram projetados nas matrizes européias e norte-americanas, utilizando a maioria de peças e equipamentos importados.

Diferente de antigamente, hoje o automóvel possui características como conforto e rapidez, além de ser bem mais silencioso e seguro. Nos últimos anos, os carros vêm passando por inúmeras mudanças, e estas, os tornam cada vez mais cobiçados por grande parte dos consumidores. Todo o processo de fabricação gera milhões de empregos em todo mundo e movimenta bilhões de dólares, gerando lucros para as multinacionais que os fabricam.